Riccodonto Odontologia Integrada
Endodontia

Tratamento de canal: quando é necessário, como funciona e o que esperar

Quando o canal é necessário, como funciona o procedimento e por que 'dói' é um mito — com a Dra. Pamela Ricco, São Paulo.

Conteúdo revisado pela Dra. Pamela Ricco
Dra. Pamela Ricco, especialista em Endodontia na Riccodonto.

o tratamento de canal, ou endodontia, remove o tecido infectado ou inflamado de dentro do dente — a polpa dentária — e sela o canal radicular para preservar o dente, evitando a extração. É indicado principalmente diante de dor constante ou pulsante, sensibilidade prolongada, dor ao mastigar, inchaço na gengiva ou presença de abscesso. Com anestesia local e a tecnologia atual, o procedimento costuma ser bem tolerado — o mito de que "fazer canal dói muito" não corresponde à prática atual da endodontia.

Dor de dente que não passa costuma ser o primeiro sinal de que algo dentro do dente precisa de atenção. As perguntas abaixo cobrem o que normalmente preocupa quem nunca fez um canal — a começar pela mais repetida de todas: será que vai doer.

O que é a endodontia e o tratamento de canal?

A endodontia é a especialidade odontológica que trata problemas dentro do dente, na polpa dentária — o tecido interno que contém nervos e vasos sanguíneos. Quando essa polpa é atingida por cárie profunda, trauma ou infecção, o procedimento mais conhecido para resolver o problema é o tratamento de canal: a remoção do tecido comprometido, seguida da limpeza e do selamento do canal radicular, preservando o dente em vez de extraí-lo.

Segundo o Conselho Federal de Odontologia, a endodontia é a especialidade voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das alterações da polpa dentária e dos tecidos que envolvem a raiz — hoje uma das especialidades com maior número de profissionais registrados no Brasil. Na Riccodonto, quem se especializou nessa área mais recentemente foi a Dra. Pamela Ricco, pela APCD São Paulo, em 2025.

Esse mesmo tratamento também pode ser necessário em crianças, na dentição decídua — veja como funciona o canal infantil.

Quando o tratamento de canal é necessário?

Alguns sinais indicam que vale procurar uma avaliação odontológica o quanto antes:

  • Dor de dente constante ou pulsante
  • Sensibilidade prolongada ao quente ou frio
  • Dor ao mastigar
  • Inchaço na gengiva
  • Escurecimento do dente
  • Presença de abscesso ou pus

Quanto mais cedo esses sinais forem avaliados, mais simples costuma ser o tratamento — esperar a dor piorar não resolve o problema sozinho, e pode reduzir as chances de preservar o dente sem complicações adicionais.

O que causa a necessidade de um canal?

Cárie profunda, trauma, fratura ou infecção bacteriana que atinge a polpa do dente são as causas mais comuns. Em qualquer um desses casos, o tecido interno do dente é comprometido e deixa de conseguir se recuperar sozinho.

Tratamento de canal dói?

Esse é um dos maiores mitos da odontologia. Com anestesia local eficaz e a tecnologia disponível atualmente, o procedimento é praticamente indolor — e, na maioria dos casos, alivia justamente a dor que já existia por causa da infecção, em vez de causar uma dor nova. A ideia de que "fazer canal" é sinônimo de sofrimento vem de uma época em que as técnicas e anestésicos eram menos eficazes do que os usados hoje.

Dá para simplesmente extrair o dente em vez de fazer o canal?

Extrair é sempre uma opção tecnicamente possível, mas não costuma ser a primeira escolha quando o dente ainda pode ser preservado. Manter o dente natural evita os efeitos que a ausência de um dente traz ao longo do tempo — inclusive a perda óssea na região, tema tratado com mais detalhe no artigo sobre implante dentário. Quando o dente realmente não tem mais condições de ser salvo, aí sim a substituição por um implante dentário se torna a alternativa indicada.

Como funciona o tratamento de canal, passo a passo?

  1. 01Avaliação da dor — investigação dos sintomas relatados pelo paciente.
  2. 02Diagnóstico — exame clínico e de imagem para confirmar a necessidade do canal.
  3. 03Remoção da infecção — limpeza do canal radicular, feita sob anestesia local.
  4. 04Selamento — preenchimento e vedação do canal já tratado.
  5. 05Restauração final — coroa ou obturação, conforme a estrutura restante do dente.

O número de sessões varia conforme a complexidade do caso — dentes com canais mais estreitos ou infecções mais avançadas podem exigir mais de uma sessão.

Depois do canal, preciso colocar coroa?

Depende do caso e de quanto de estrutura do dente restou após a remoção da infecção — isso é avaliado individualmente. Em muitos casos, uma coroa é recomendada para proteger o dente tratado contra fraturas futuras, mas nem sempre é a única opção.

O dente tratado pode escurecer depois do canal?

Em alguns casos, sim — o escurecimento pode ocorrer quando o dente perde parte da vitalidade natural após a remoção da polpa, algo que não acontece com todo dente tratado. Quando ocorre, costuma ser tratável com procedimentos estéticos avaliados posteriormente.

O que acontece se eu não fizer o tratamento de canal?

Quando a infecção que atinge a polpa não é tratada, ela tende a se espalhar para o osso ao redor da raiz, podendo formar um abscesso e aumentar a dor em vez de resolvê-la sozinha. Em estágios mais avançados, o dente pode deixar de ter condições de ser preservado, restando a extração como única alternativa. Por isso os sinais de alerta descritos acima não costumam melhorar sem tratamento — eles tendem a piorar com o tempo.

Quais são os benefícios do tratamento de canal?

  • Preserva o dente natural — em vez de extrair o dente comprometido, o tratamento remove apenas o tecido infectado, mantendo a estrutura original.
  • Alívio da dor causada pela infecção — na maioria dos casos, o procedimento alivia a dor que já existia, e não o contrário, como o mito popular sugere.
  • Feito com anestesia local — com anestesia eficaz e a tecnologia atual, o procedimento costuma ser bem tolerado.

Como funciona o tratamento de canal na Riccodonto

É a Dra. Pamela quem conduz os casos de endodontia na clínica. Formada em 2017 pela UNESP, com mestrado em Odontologia Restauradora/Prótese pela mesma universidade em 2020, ela levou essa sequência de formação até a especialização em Endodontia — a mais recente concluída por qualquer profissional da equipe. O atendimento acontece no consultório da Vila Progredior, na zona sul de São Paulo, a poucos minutos do metrô São Paulo-Morumbi — atendendo também pacientes do Morumbi e do Butantã.

Perguntas frequentes

  • Tratamento de canal dói?

    Esse é um dos maiores mitos da odontologia. Com anestesia eficaz e a tecnologia atual, o procedimento é praticamente indolor — e, na maioria dos casos, alivia justamente a dor causada pela infecção.

  • Quando devo procurar um tratamento de canal?

    Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação: dor constante ou pulsante, sensibilidade ao quente ou frio que não passa, dor ao mastigar, inchaço na gengiva, escurecimento do dente ou presença de abscesso.

  • O que causa a necessidade de um canal?

    Cárie profunda, trauma, fratura ou infecção bacteriana que atinge a polpa do dente.

  • Quantas sessões costuma levar um tratamento de canal?

    Varia conforme a complexidade do caso, avaliada individualmente.

  • Depois do canal, preciso colocar coroa?

    Depende do caso e do quanto de estrutura do dente restou — é avaliado individualmente.

  • O dente tratado pode escurecer depois?

    Em alguns casos, sim, quando o dente perde parte da vitalidade natural após o tratamento — nem todo dente tratado escurece, e há procedimentos estéticos capazes de reverter isso quando ocorre.

  • O que acontece se eu não fizer o tratamento de canal?

    A infecção tende a se espalhar para o osso ao redor da raiz, podendo formar um abscesso e piorar a dor em vez de resolvê-la. Em estágios avançados, o dente pode perder condições de ser preservado, tornando a extração a única alternativa restante.

  • Dá para extrair o dente em vez de fazer o canal?

    É tecnicamente possível, mas evitar a extração costuma ser preferível quando o dente ainda pode ser preservado, já que a perda de um dente traz consequências, como a perda óssea na região ao longo do tempo.

  • Depois do tratamento, o dente volta a doer normalmente?

    Alguma sensibilidade nos primeiros dias após o procedimento pode ocorrer, mas a dor da infecção original tende a ser resolvida com o tratamento. Qualquer dor persistente deve ser reavaliada pela clínica.

  • Um dente que já fez canal pode precisar de um novo tratamento no futuro?

    Sim — se o dente voltar a apresentar infecção ou não cicatrizar como esperado, pode ser indicado um [retratamento de canal](/blog/retratamento-de-canal).

Alguma resposta depende do seu caso específico? Perguntar no WhatsApp

Em resumo

  • Tratamento de canal remove o tecido infectado da polpa dentária e preserva o dente, evitando a extração.
  • Sinais de alerta: dor constante ou pulsante, sensibilidade prolongada, dor ao mastigar, inchaço na gengiva, escurecimento do dente, abscesso.
  • Ao contrário do mito popular, o procedimento é praticamente indolor com anestesia local e tecnologia atual — e geralmente alivia a dor, não a causa.
  • O processo segue cinco etapas: avaliação da dor, diagnóstico, remoção da infecção, selamento e restauração final.
  • Coroa após o canal depende da estrutura restante do dente, avaliada individualmente.
  • Na Riccodonto, a Dra. Pamela Ricco é especialista em Endodontia pela APCD São Paulo desde 2025.
  • Quando o dente não pode mais ser salvo, o implante dentário é a alternativa para repor a função.
  • Deixar a infecção sem tratamento tende a agravar o quadro, podendo levar à perda do dente.

Está sentindo algum dos sinais descritos acima? Agende uma avaliação com a Riccodonto pelo WhatsApp e não deixe a dor se agravar antes de buscar ajuda.

Conteúdo revisado pela Dra. Pamela Ricco, especialista em Endodontia (APCD São Paulo, 2025).

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